sábado, junho 15, 2024

Armas da Taurus – Risco para Policiais

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Entre os problemas relatados são armas que travam no momento do disparo, ou que atiram sem que o gatilho seja apertado ou cartuchos que não são ejetados corretamente. São falhas graves relatadas por policiais que se feriram com armas da fabricante Taurus.

O Ministério Público do Distrito Federal também instaurou, na semana passada, um inquérito civil para investigar os casos. Porém, em 2013 o Ministério da Justiça já tinha sido alertado dos problemas.

O documento, de cinquenta e cinco páginas, relata problemas em armas da Taurus usadas pelas polícias de oito estados do país.

Em goiás, por exemplo, 61% das pistolas compradas da Taurus em 2013 precisaram de reparo ou substituição. Na conclusão do relatório, a Secretaria recomenda, entre outras medidas, a criação de um banco de dados junto às forças de segurança que inclua informações sobre falhas com armamentos; que seja criada uma padronização e uma normatização da fabricação dos equipamentos e que o processo de aquisição de armas para a Força Nacional de Segurança seja feito em âmbito internacional, ou seja, que inclua fabricantes estrangeiras. A Taurus afirmou que a administração atual da empresa assumiu a gestão no ano passado e não tem conhecimento do relatório.

Apesar de os casos começarem a ser investigados em 2013, o Exército afirmou, em nota, que tomou conhecimento de problemas com armas da Taurus em 2015 e que, na época, a empresa solucionou os defeitos.

Diante de novas denúncias de falhas, o Exército instaurou procedimento investigativo e fez uma inspeção na fábrica da empresa em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

O reforço na fiscalização da qualidade das armas pode ajudar a evitar novos acidentes como o que feriu o policial civil do DF Luciano Vieira. No momento em que tirou a arma do coldre, a arma caiu acidentalmente no chão e disparou contra ele. “Quando caiu ela disparou, me atingindo no embaixo da costela, e saindo nas costas”, contou. O policial ficou uma semana na UTI e seis meses em recuperação. “Um policial que é vítima de acidente de arma de fogo sem que ele encoste na arma, nunca mais ele vai se sentir seguro para trabalhar novamente”, revelou Luciano Vieira.

Para o Presidente da Federação Interestadual das Regiões Centro-Oeste e Norte/Feipol-Con, Divinato da Consolação “é o monopólio de uma única marca que torna o policial refém de um instrumento de trabalho ruim que, não raro, pode trazer riscos irreparáveis ao profissional de segurança pública. Inclusive, a falha de uma arma de fogo durante seu manuseio, pode significar vida e morte nas ruas, e vida não tem preço. Vamos acompanhar toda essa investigação, e pediremos para ser ouvidos no processo que apura essa grave situação pela qual passam milhares de policiais no Brasil que utilizam principalmente pistolas de calibre 40 da Marca Taurus”.

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