sábado, junho 15, 2024

Índice de Suicídios entre Policiais é Alarmante e Escancara Problemas Crônicos da Estrutura de Segurança Pública nos Estados

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Além destes casos, um escrivão da Polícia Civil, segundo matéria publicada pelo sindicato dos policiais civis da Bahia (http://sindpoc.org.br/com-depressao-e-sem-receber-salario-servidor-ameaca-cometer-suicidio/ ), ameaça tentar contra a própria vida por uma série de situações por ele relatada, que inclui, dentre outros fatores, atraso do salário, perseguição por parte de delegados e um quadro de síndrome do pânico e depressão, muito comum entre profissionais da segurança pública.

A atividade policial, considerada pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, como a segunda mais estressante do planeta é, no Brasil, agravada pela crônica falta de estrutura, exploração de carga horária, alto índice de assédio moral e um formato de carreira arcaico, que menospreza a meritocracia e privilegia aventureiros inexperientes que utilizam por vezes as instituições policiais como trampolim, em especial nas polícias civis estaduais. Tal fato se consolida com dados de estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas que aponta que 94% do efetivo policial apresenta nível alto ou médio de estresse ocupacional.

A cada ano os investimentos na polícia civil são reduzidos, o efetivo encolhe e com isso há uma deterioração explicita da Instituição a nível de Brasil e o cenário, se depender dos governos, não tende a melhorar. “O cenário é caótico e traz ainda mais apreensão aos policiais civis os direitos que estão sendo arrancados com o texto da PEC da Reforma da Previdência. A profissão que mais adoece mentalmente seus trabalhadores, com maior índice de suicídios e que vive/sobrevive em média até os 55 anos de idade, bem inferior à média brasileira, deve ter um cuidado especial por parte dos governantes, seja nas condições de trabalho ou na construção de uma carreira atrativa que valorize o mérito, mas infelizmente o que vemos é um caminho exatamente contrário e dependerá da atuação das entidades classista uma mudança de perspectivas para os homens e mulheres que representamos”, alertou Marcilene Lucena, Presidente da Feipol-CON.

Além de buscar emendas do texto da Reforma da Previdência que reduza os prejuízos aos policiais civis, a Federação também tem atuado pela implementação da Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil, com cargo único e carreira única e suas entidades filiadas têm promovido campanhas contra o assédio moral, buscando dessa forma mudar algumas práticas que há décadas corroem a polícia civil e engessam sua evolução.

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